sábado, 26 de fevereiro de 2011

Professor Diniz Botelho, Colégio Amapaense

Nasceu em São Caetano de Odivelas (PA), no dia 26 de fevereiro de 1916, filho do professor Manoel Vasques Ferreira Botelho e a costureira Venina dos Santos Botelho. Estudou no Colégio Paes de Carvalho (Belém – PA) e, posteriormente na Escola Normal do Pará, recebendo o diploma de professor normalista. Começou a trabalhar no dia 17 de maio de 1941 como funcionário do Estado do Pará nomeado para o cargo de professor do Instituto Lauro Sodré (onde também lecionou seu Pai). Convocado para o Serviço Militar ativo do Exército brasileiro em 1942, ao tempo do 2o conflito mundial (1939/1945), servindo no 34o Batalhão de Caçadores, sediado em Val-de-Cans (Belém – PA). Em 12 de novembro de 1943 ingressou como aluno no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva - CPOR. Com o término da guerra, deu baixa do Exército. Chegou à Macapá em 1946, convidado pelo Governador Janari Gentil Nunes (25.01.44 – 28.02.55), ingressando no Quadro de Funcionários do Território Federal do Amapá no dia 1o de maio do mesmo ano, na função de Professor; a 10 de junho recebeu instruções para inspecionar as escolas do interior, nos municipios de Macapá, Amapá e Oiapoque; em 6 de janeiro de 1947 foi nomeado Secretário do Ginásio Amapaense [Grupo Escolar Barão do Rio Branco (Grupo Escolar de Macapá) em caráter temporário até a conclusão de seu prédio (primeiro bloco]; pela portaria datada de 25 de março de 1947, nomeado para lecionar francês (falava fluentemente), história geral e história do Brasil; em 6 de dezembro de 1947 foi nomeado pelo Governador Janari para o cargo de Secretário e Diretor em 1952 do Colégio Amapaense [Em 13 de junho de 1952 passa a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na AV Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas nove salas de aula]. Apresentou relatório ao Governo, sugerindo a criação de Faculdade de Filosofia do Território Federal do Amapá; nomeado pelo Diretor da Divisão de Educação Lucimar Amoras del Castilho para o cargo de Secretário do Ginásio Municipal de Santana em 22 de junho de 1962; nomeado pelo Governador Terêncio Furtado de Mendonça Porto (26.11.62 – 07.05.64) para ocupar o cargo de Diretor do Colégio Amapaense em 30 de outubro de 1963; Secretário do Núcleo de Educação nomeado pelo professor Geraldo Leite de Morais (Geografia) em 03 de dezembro de 1970; decreto de 23 de agosto de 1973 do Governador José Lisboa Freire (06.10.72 – 01.04,74), nomeia o professor Diniz para o cargo de Chefe da Seção de Expediênte da Divisão de Educação. Em 31 de agosto viajou com a professora Maria Alves de Sá até à cidade de Belém (PA) para tratarem dos assuntos do Núcleo de Educação junto à Universidade Federal do Pará; nomeado pelo Governador Artur de Azevedo Henning (01.04.74 - 15.03.79) em 26 de junho de 1976, para presidir um grupo de professores do Sistema de Bolsa de Estudos; participou da Coordenadoria do Concurso Vestibular do Núcleo de Educação na função de Assessor, convidado pela professora Maria Sá, permanecendo até o 2o concurso em 1977; em 27 de julho de 1984, concluiu sua Licenciatura Polivalente de 1o grau em Letras, pela UFPA.

O professor Diniz casou-se com a enfermeira e também professora, Dinete Ferreira Botelho (03.02.25) e dessa união nasceram os filhos Manoel Edmundo (arquiteto), Francisca Denize (professora), Sandra Regina (professora), Diniz Henrique Filho (desenhista) e Mário Rubens (médico). Aposentou-se em junho de 1976 e veio a falecer no dia 18 de junho de 1995, em Belém (PA). Destacou-se na área de educação orientando os alunos na criação dos grêmios, sempre à frente a organização dos desfiles da semana da pátria e do dia 13 de setembro, criação do Território Federal do Amapá. Foi personagem importante na história do Amapá.


Texto adaptado e feito pequenas correções do livro de Coaracy Sobreira Barbosa - PERSONAGENS ILUSTRES DO AMAPÁ – Vol. 2 (GEA – FUNDECAP – Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda), podendo ser acrescido, adaptado e corrigido pela comunidade e simpatizantes das ´coisas’ amapaenses

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Casamento de Diniz e Dinete Botelho

Em 20 de dezembro de 1947 (sábado), uniam-se Diniz e Dinete Botelho. Naquele tempo o Cap. Janary Gentil Nunes, então governador do T. F. do Amapá, era um ´santo casamenteiro´ e realizava, aos sábados, diversos casamentos. [papai] Diniz era professor e [mamãe] Dinete era enfermeira (Enfermeira Samaritana, formada pela Cruz Vermelha). O Cap. Janary destinou a segunda casa na Rua Mendonça Furtado, do lado direito para quem vai no sentido da Igreja São José (ao lado da extinta Radional, depois Casa do Índio), mas exigiu que Dinete saisse da saúde (Dr. Simões, Secretário) e fosse para a Educação (?, Secretário) como professora. Às vésperas do casamento receberam diversas pessoas presenteando de quase tudo para um novo lar. Recebeu da "Mãe" Sara Zagury, do Maj. Vasconcelos, de D. Alice (segunda mulher do Cap. Janary) [Dr. Celio Cal, era Chefe de Polícia e seria o vizinho em frente, Sr. Silvio, Maria das Neves, entre outros. Foi assim, e muito mais histórias para contar.

(+ fotos, postagens dos dias: 10 de agosto de 2010; 15 de junho de 2009; 7 de junho de 2009)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

2010 - O Ano do Escotismo no Brasil

(Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, Londres, 22 de Fevereiro de 1857 — Nairobi, Quênia, 8 de Janeiro de 1941)23 de abril, é celebrado o Dia Mundial do Escoteiro, movimento fundado pelo britânico Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907. O padroeiro do escotismo escolheu o Dia de São Jorge, conhecido como o santo guerreiro, para festejar a cultura que visa desenvolver as habilidades, o altruísmo e a disciplina dos jovens.No Brasil, a data ainda recebe dupla comemoração. Em 2010, faz cem anos que os princípios do escotismo chegaram ao país, através dos oficiais da Marinha Brasileira, que trouxeram de uma viagem uniformes de escoteiros ingleses e propagaram a cultura por aqui.

Robert Stephnson Smith Baden Powell, nasceu em Londres, a 22 de Fevereiro de 1857 e foi o quinto dos sete filhos do casal Baden Powell. Seu pai, Reverendo H.G. Baden Powell era pastor da igreja anglicana, sua mãe, Henriqueta Smith era filha do Almirante Wiliam Smith. O pequeno BP conhecido entre os familiares e amigos por Ste, era uma criança magra, nervosa, rosto miúdo, inteligente e esperto.

Logo na escola primária BP escreve a seguinte frase “Quando for grande farei com que os pobres sejam tão ricos como nós, eles devem, como nós, ter o direito à felicidade”. Mais tarde Ste ingressa na escola de Chaterhouse (1870), em Londres. BP era um aluno médio, mas com grande propensão para o desenho, teatro, desporto (futebol) e ciências naturais. Ste, adorava passar horas a fio na pequena mata de Chaterhouse a observar e conviver com os animais e com as plantas. O director do colégio afirmava “este rapaz vale mais do que o seu trabalho de classe faz supor”. Terminado o colégio BP tinha que escolher uma carreira. Com 19 anos sonhava com novas aventuras e viagens, quis por isso ser missionário; sua mãe foi claramente contra e conseguiu convence-lo a não o fazer. Robert escolhe então a carreira militar.


No Amapá, em um passeio fluvial – no rio Amapari (Serra do Navio), na “corredeira” encoberta pela cheia do rio, denominada Rimape, onde no início dos anos 60, de triste memória para o povo amapaense um grupo de escotismo “lobinhos”, ao romper a passarela sobre o rio, uns seis morrem afogados, causando grande comoção na pacata cidade de Macapá àquela época. Dentre os “lobinhos” mortos nesse episódio, lembramos os nomes de Antônio Sérgio qual leva o nome da escola da APAE em Macapá (filho da Profª Altair Ribeiro e seu esposo Coronel Luís Ribeiro) que desenvolveram atividades administrativas no antigo ex-território Federal do Amapá e de Adilson José Pinto Pereira, filho de uma tradicional família amapaense (Otaciano Bento Pereira e Irene Pereira). Um logradouro público (avenida) no bairro São Lazaro homenageia esse “lobinho”. Chefiava esse grupo o Senhor Expedito da Cunha Ferro, o 91, como era conhecido nos meios futebolísticos do Amapá. Era juiz de futebol, além de professor de Educação Física.

- Existem 4 Grupos Escoteiros em MACAPÁ:

GRUPO ESCOTEIRO VEIGA CABRAL - 1/APR ELIEZER LEVY, 940 - LAGUINHO
CEP 68900-140 - MACAPÁ (12/09/1945)

GRUPO ESCOTEIRO do Mar MARCILIO DIAS - 2/APR ELEZER LEVY, 2657 - TREM
CEP 68900-140 - MACAPÁ


GRUPO ESCOTEIRO AMAPÁ - 8/APRUA NOVE, 698 - MARABAIXO III
CEP 68906-519 - MACAPÁ


GRUPO ESCOTEIRO HUMBERTO SANTOS - 12/APAV JOSE LOUREIRO DE SENA, 2015 - NOVO HORIZONTE
CEP 68909-380 - MACAPÁ


Desenho: Diniz Botelho, bico de pena, 05/1980

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ao MESTRE, com carinho... JBosco


Tenho como seguidor deste blog o mestre das charges e caricaturas, o paraense JBosco (O Liberal).

É honroso para qualquer um tê-lo como apreciador do nosso trabalho tanto quanto temos do dele.

Aproveitando, fiz uma ´breve´ caricatura deste grande desenhista.




sábado, 25 de setembro de 2010

Marabaixo - Batedores de caixa

....................Dois batedores de caixa de Marabaixo (dança folclórica do Amapá). Desenho base para uma gravura, bico de pena inacabado. Vale conferir (acho).

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Bandeira do Estado do Amapá - Atual

.........................Nada contra e nem a favor. Não há nada de novo ou criativo. Apenas uma comparação entre outras bandeiras já existentes no mundo. Fica ao critério de cada um comparar e decidir. Só estou emitindo esta comparação por ser desenhista e ter criado uma outra bandeira do Estado que foi efêmera, também nada de muita novidade naquela em seu “desenho” porém era baseada na do Triunvirato que governou o Amapá (1894) [vejam neste blog no dia 7 de janeiro de 2010]. Não estou criticando pejorativamente até porquê sou amapaense.


01 - África do Sul; 02 - Vanatu; 03 - Bahamas; 04 - Kuweit;
05 - Djibuti; 06 - Moçambique; 07 - Camarões; 08 - Cuba;
09 - Jordania; 10 - Sudão; 11 - Sara Ocidental;
12 - Guine Equatorial;13 - Timor Leste; 14 - Porto Rico;
15 - Palestina; 16 - São Tomé e Principe; 17 - Zimbabue;
18 - Filipinas; 19 - Republica Checa; 20 - Guiana

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Macapá, Av Mendonça Furtado, 313 - Centro (1982)

Av. Mendonça Furtado, 313 (1982), casa dos professores Diniz e Dinete Botelho (nossa casa). Não sei por quê foi mudado o nome para Mário Cruz [nada contra o Seu Mario] mas, é pela importância que (teve) têm Francisco Xavier de Mendonça Furtado (irmão do Marquês de Pombal) o fundador de Macapá (1752). Na foto acima, os ´meninos´ em pé short azul, Mário Rubens Ferreira Botelho (médico em São Paulo); sentado no muro Henrique Alvarez, médico e filho da também médica e amapaense Maria Ana Alvarez, ambos hoje em Florianópolis; Antonio Claudio e Antonio Carlos Pimentel Pavão (Antonio Pavão/Terezinha) e na bicicleta Cristiano Colares, filho mais velho de Iraçú/Elcione Colares. No pátio da casa, mamãe/vovó Dinete com Marco Antonio (filho do Marco [irmão do Patinhas]/Denize), hoje em Belém (PA). O Fusca pertencia à prof Sandra Botelho. A casa que aparece ao lado (fundo) era [não existe mais] a Casa do Índio (antiga Radional).

Professoras Dinete Botelho e Niná Nakanishi

Professoras Dinete Ferreira Botelho (minha mãe) e Niná Barreto Nakanishi, dentro de um trailer durante a Expo-Mec, em 1973, na Praça Veiga Cabral. A Prof Dinete foi Secretária desta feira. Ambas lecionavam arte no IETA (Instituto de Educação do Território do Amapá). A Prof. Dinete ainda lecionava artes culinárias no SESI [o ´Delegado´era o Eng. Homero Platon] quando ainda era na Av. Iracema Carvão Nunes [próximo da casa do Seu Alceu] e depois transferida para a nova e atual sede no bairro do Trem. Continua conosco aos 85 anos e a prof Niná faleceu em 2003.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Professor Edésio Lobato - Caricatura

No domingo, sete de junho de 2009, postei uma caricatura do professor Adão, e alguém me pediu para "colocar" uma do professor Edésio Lobato. Só agora o faço, pois não tinha mais nenhuma [dele] arquivada [achei duas e escolhi uma]. Todas que fiz, nos anos idos de 77/78/79, Ele (o professor Edésio) ficou. Certamente não as têm mais, deve ter danificado [jogado fora] todas. É difício para as pessoas se verem descaracterizadas e achar normal. O fato de ter desenhado sua caricatura me custou um ano de reprovação [sem detalhes] e outra de aprovação [sem muito esforço] com o mesmo professor de matemática. O desenho ao lado [já meio turvo] chegou a ser um ensaio de quadrinhos que tentei fazer, mas nunca no sentido de ridiculariza-lo. Na verdade o admirava, uso no passado por não saber por onde anda (?). Degustem.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Professoras no IETA - 1968

Professoras no Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) [hoje, infelizmente, mais uma das grandes instituições que os amapaenses perderam]: (1) Nazaré [casou-se com o Pe Salvador e teve uma filha, ambas moram em Belém (PA); (2) Desculpem-me, não sei; (3) Dinete [minha Mãe], professora de artes manuais; (4) Maria das Dores.