Mostrando postagens com marcador Desenhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desenhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Iracema Carvão Nunes e Alice Déa Carvão Nunes

inacabado
Nascida na cidade de Cruzeiro do Sul, no Território Federal do Acre, a 3 de outubro de 1913, filha do comerciante e contabilista Joaquim Carvão e de sua  esposa Auta Rodrigues Carvão que geraram mais sete filhos: Alfredo, Mário, Silvio, Aluízio, Paulo, Irauta e Alice Déa. A família Carvão mudou-se para Belém, onde faleceu a senhora Auta Rodrigues. Na condição de filha mais velha, Iracema auxiliou o pai na criação de seus irmãos. Em 23 de julho de 1937, a jovem Iracema tinha então 24 anos de idade, contraiu núpcias com o jovem oficial Capitão do Exército Brasileiro, Janary Gentil Nunes (primeiro matrimônio), ele com 25 anos (Nascido em Alenquer-PA, no dia 1º de junho de 1912, filho de Ascendino Monteiro Nunes e Laurieta Gentil Nunes), e o acompanhou em suas andanças pelo Paraná e Clevelândia. Janary comandava a 5º Companhia de Metralhadoras Anti-Aérea, em pleno curso da II Guerra Mundial, quando o Presidente da República, Getúlio Vargas, o nomeou governador do então criado, em 13 de setembro de 1943, Território Federal do Amapá. Dona Iracema já enfrentava sérios problemas de saúde decorrente de uma cardiopatia grave.            Tiveram uma menina, Iracema Carvão Nunes (1940) e um menino, Janary Carvão Nunes (1943). Tratados por parentes e amigos como Ceminha e Janarizinho. Dona Iracema, mesmo diante dos contratempos enfrentados como esposa de militar, sujeita a mudanças repentinas para lugares nem sempre dotadas de conforto, mantinha-se, também, uma mãe extremosa.

                  O Capitão Janary Nunes chegou a Macapá na manhã do dia 25 de janeiro de 1944, para instalar o governo do Território Federal do Amapá. Ela, os filhos e a irmã mais nova, Alice Déa, permaneceram em Belém, haja vista que em Macapá não existia sequer uma casa condiga disponível para abrigá-los. O governador providenciou a construção de uma casa de madeira próxima a Intendência Municipal (Rua Mario Cruz), para depois promover a vinda de sua família. O terreno onde o imóvel foi erguido pertencia ao   casal Otávio Acioli Ramos e Paula Loureiro Acioli Ramos, pais dos jovens Aristeu e Avertino Ramos, atletas que defenderam brilhantemente as cores do Esporte Clube Macapá e da Seleção Amapaense de Futebol. No dia 1 de maio de 1944, viajando no Iate Itaguary, Dona Iracema, os filhos e a irmã, desembarcaram no Trapiche major Eliezer Levy, em Macapá. Acostumada a ver lugares degradados, Dona Iracema não estranhou a decadência da capital do Amapá.

feito no Rio de Janeiro
                Mesmo com a saúde fragilidade, não media esforços em suprir as necessidades básicas às pessoas carentes da pequena Macapá. Como "primeira Dama" era seu dever dirigir a comissão Territorial da Legião Brasileira de Assistência (LBA), entidade presidida a nível nacional pela senhora Darcy Sarmento Vargas, esposa do Presidente da República do Brasil, Dr. Getúlio Dorneles Vargas. A instalação da LBA-Amapá deu-se no dia 18 de agosto de 1944, cuja meta era, implantar a Campanha de Redenção da Criança e os programas Natal do Soldado e da Criança, auxílio às pessoas notadamente pobres e às famílias dos reservistas convocados para a Força Expedicionária Brasileira, construção de um posto de puericultura e permanente assistência, em remédios, vestuários e alimentação às gestantes e crianças. Tolerante e compreensiva ouvia os que a procuravam e sempre agia com o interesse de ser útil, sem distinção às pessoas pelo brilho das jóias, pelo exibicionismo das idéias ou pela roupagem que vestiam. Sempre teve permanentemente ao seu lado amizades sinceras e definitivas. Recrutou como valorosos aliados na implantação da LBA-Amapá os doutores Hildemar Pimentel Maia, Odilardo Gonçalves da Silva, Salomão Moisés Levy, seu cunhado, doutora Abelinha Valdez, Maria de Lourdes Dacier Lobato, Alice de Araújo Jucá, Olga Montoril de Araújo, Irauta Carvão Levy e Lair do Couto Freitas. Instituiu com as cinco últimas a Campanha da “Boa Vontade” visando patrocinar o Natal da Criança Pobre.
           Diariamente, às 18 horas, Dona Iracema coordenava a distribuição de sopa às gestantes, parturientes e crianças pobres ou qualquer pessoa desprovida de meios para alimentar-se mais de uma vez por dia. Isso acontecia na residência governamental, devido aos cuidados com a saúde, temendo comparecer a lugares públicos. O Natal de 1944 foi marcado pela primeira grande promoção da LBA. Além das refeições próprias da época, as crianças receberam presentes. Em 1945, os trabalhos de assistência social coordenados pela primeira dama seriam ainda mais consagradores. 
           Naquela oportunidade ela e o governador completavam oito anos de casados.
            Poucos meses antes de morrer, Dona Iracema precisou ir ao Rio de Janeiro a fim de buscar melhoras para seu estado de saúde. Retornou a Macapá depois de rigoroso tratamento e demonstrava muita disposição para cumprir seus compromissos. Entretanto, no dia 19 de julho de 1945, quinta-feira, a cardiopatia voltou a importuná-la, deixando-a de cama. Para cúmulo da má sorte, um acesso palúdico veio embaraçar o trabalho de seu dedicado médico, Dr. Cláudio Pastor Dacier Lobato. De Belém foi chamada às pressas a cardiologista Maria do Carmo Sarmento de Carvalho, que passou a lhe dar assistência médica. Às 21h30min do dia 23 de julho de 1945 (uma segunda-feira), um colapso que para alguns dos que a assistiam até passou despercebido, ceifou a vida da ilustre Dama afastado-a definitivamente do meio dos seus entes queridos e do povo amapaense. Cidadã acreana. Ela viveu apenas 1 ano e 53 dias em solo macapaense. Dia 3 de outubro ela iria completar 32 anos de idade.
            Dia 24 de julho de 1945, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, foi sepultada sem pompa e sem luxo. O esquife de Dona Iracema, feito por marceneiros amapaenses, foi forrado de simples, gorgorão preto, ornado com uma singelíssima cruz desenhada com nastro branco, estava coberto com a Bandeira Nacional e um soldado da Guarda Territorial executava o toque de silêncio. O Governador Janary Nunes usando seu uniforme militar segurava seu quepe com a mão esquerda (mediante foto)  junto ao quadril. A seu lado estava o Dr. Raul Montero Waldez, Secretário Geral do Território do Amapá. Os sacerdotes alemães Antônio Schulte (de branco) e Philippe Blanke  (de preto) já haviam realizado as orações de praxe. Próximo ao corneteiro, entre dois garotos, estava o Dr. Marcilio Felgueiras Viana.

     Em segundo matrimônio, casou-se com a irmã mais nova de Iracema, Alice Déa, que lhe deu dois filho, Guairacá e Rudá.
              O mausoléu que abriga seus restos mortais,edificado perto da Capela de Nossa Senhora da Conceição foi construído um ano depois com dinheiro proveniente de uma subscrição feita pelo povo do Amapá. 
(Texto adaptado da página de Nilson Montoril)

Fatos curiosos:
1) - Apesar de ter sido criado em 13 de setembro de 1943 o Território Federal do Rio Branco (hoje o Estado de Roraima) só teve de fato o seu primeiro Governador, o capitão Ene Garcez dos Reis, quando (lá) chegou a Boa Vista no dia 20 de junho de 1944 (D. Iracema chegou à Macapá no dia 1 de maio de 1944) e permaneceu entre (ali) até o dia 24 de julho de 1945 (mesmo dia do sepultamento de D. Iracema).
2 - Coaracy Monteiro Nunes, irmão do então primeiro governador Janary Gentil Nunes, foi primeiro Deputado Federal pelo Amapá e nomeado primeiro representante do Território Federal do Amapá (nova unidade federativa) no Rio de Janeiro, então sede do Governo da República. Também nasceu em Alenquer, Estado do Pará, no mesmo dia de D. Iracema, em 3 de outubro de 1913.
3-Janary Nunes foi o primeiro e o que governou mais tempo o Amapá (quase 12 anos): de janeiro de 1944 a fevereiro de 1956. Foi ainda Presidente da Petrobrás, embaixador do Brasil na Turquia e deputado federal pelo Amapá.
4) - D. Alice Déa era, além de cunhada de Janary, "cria" e "aflilhada" do casal Janary-Iracema, e que, para unirem-se tiveram que pedir permissão para a Igreja. Ela tinha (têm) olhos esverdeados. está com seus 88 anos e mora no Rio de Janeiro.
obs.: peço-vos desculpas se algum fato, aquí descrito, está indevido, incorreto ou equivocado, ao mesmo tempo que espero ser corrigido. Obrigado. 
Biblionet:
1)  http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=136141
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. I, de Coaracy Barbosa - edição 1997.
Nilson Montoril
Fonte: Porta-Retrato-Macapá/Amapá de Outrora (http://porta-retratoap.blogspot.com).
------------outros---------------

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PTA - Paraense Transportes Aéreos, Belém, Pará, Brasil


A Paraense Comercial Ltda. foi fundada, em 22 de fevereiro de 1952 [nasci no mesmo dia só que cinco anos depois], por Antônio Alves Ramos Júnior, com sede em Belém/PA. Realizou o seu primeiro vôo, no dia 30 de março, com um anfíbio PBY-5 Catalina, que pertencera à Aero Geral (PP-AGA), com a finalidade de transportar carne para a capital paraense, mas, cuja meta principal era o grande mercado da área Rio de Janeiro/GB - São Paulo/SP.


A extensão da linha para o sul foi iniciada, somente em 1955, quando a razão social da empresa foi mudada e se transformou na Paraense Transportes Aéreos. Até 1957, a empresa só transportou carne, em vôos não regulares, mas, com a aquisição de dois Curtiss C-46C Commando, naquele ano, começou a transportar passageiros em vôos regulares rumo ao sul. 


Em 1958, foi autorizada a voar para São Paulo, mas, só em 1960, inaugurou a rota. À sua frota original vieram se juntar outros 2 Catalinas (1 ex-Aero Geral e outro comprado na Venezuela) e 17 Curtiss C-46 Commando.
Ocorreu, então, uma série de acidentes: 7 aviões caíram e 1 foi acidentalmente destruído em terra. Dos 5 quadrimotores DC-4 comprados pela Paraense, 3 caíram em dois anos de operação e 1 dos dois DC-3 adquiridos fez um pouso forçado na selva.

 A Paraense, apesar de abalada com esses acidentes, entrou, então, na “Era das Turbinas”, adquirindo 6 bimotores turbo hélice Fairchild Hiller FH-227B, comercialmente batizados Hirondelle. Mas, no primeiro ano de uso, alguns tiveram de ser temporariamente desativados, por falta de peças de reposição, e um foi destruído no Aeroporto de Belém, por um veículo. Outro caiu quando fazia a aproximação para pouso, matando todos os 36 tripulantes e passageiros..
Durante os anos 60 ficou conhecida apenas pelo nome PARAENSE e pela pouca segurança a sigla PTA foi popularmente traduzida para: Prepara Tua Alma; Pobre Também Avua; por conta das baixas tarifas e da precariedade de suas operações, constatada após 13 acidentes ocorridos num intervalo de 12 anos.
Em 1967, a Paraense  Em 1967, a Paraense ecebeu 8 Fairchild Hiller FH-227B, que eram os Fokker F-27 (desenvolvido na Holanda como sucessor do Douglas DC-3) fabricados sob licença nos Estados Unidos.  As aeronaves FH-227 seriam batizadas de Hirondelle (andorinha em francês) pela empresa do Pará. Por conta de suas qualidades, o F27 se consagrou como um dos turbohélices mais vendidos no mundo.
Esta ilustração vetorial fiz toda manipulada num Inkspace 0.48 (programa gratuito) 
Porém, após um ano de uso, algumas aeronaves estavam fora de serviços por falta de peças e com a perda de um, e em 1970, a frota foi reduzida para duas aeronaves. Em 29 de maio de 1970 o governo cancelou a autorização de funcionamento da Paraense, se apropriando dos aviões que ainda restavam, e os repassaram para a Varig.
A versão da Fairchild Hiller possuía fuselagem mais larga, aviões modernos para a época e uma capacidade para até 56 pessoas (4 tripulantes e 52 passageiros). A aeronave acidentada fazia parte de um lote de 5 aeronaves encomendadas pela Paraense Transportes Aéreos. A aeronave receberia o número de construção 556 e seria entregue no mesmo ano à Paraense, onde receberia o prefixo PP-BUF [prefíxo do que foi perdido no acidente na baía do Guajará em Belém].
Acidente - O Vôo 903 decolou na noite de 13 de março do Aeroporto Internacional do Recife, fazendo escalas em Fortaleza, Parnaíba e São Luiz. Por volta das 5h00 da manhã do dia 14 chegaram aos arredores de Belém, enfrentando tempo ruim, com muita chuva e baixa visibilidade. Durante a manobra de proximação para efetuar o pouso na pista 06 do Aeroporto Internacional de Belém (Val de Cans), o piloto não conseguiu visualizar a pista. Às 5h30 min, voando abaixo do teto de segurança por conta da baixa visibilidade e da perda de noção de profundidade, acabou tocando a asa direita nas águas da Baía do Guajará, perdendo o controle e mergulhando na baía pouco tempo depois, cerca de algumas centenas de metros da cabeceira da pista 06.
O acidente matou quase todos os ocupantes, sendo que alguns corpos seriam retirados apenas no dia 30 de março. Entre os mortos estavam os humoristas Luiz Jacinto Silva (conhecido pelo personagem Coronel Ludugero), Irandir Costa e toda a equipe de produção que havia embarcado em São Luiz do Maranhão para desembarcar em Belém onde fariam uma apresentação. Apenas 3 pessoas sobreviveram à queda, sendo que 1 morreria algum tempo depois no hospital.
Após este acidente, a empresa ficou com apenas um Hirondelle, enquanto que outros três estavam em terra por falta de peças e uma aeronave se encontrava em revisão nos Estados Unidos. Por conta da falta de meios para cumprir sua concessão, além da precariedade de suas operações, a empresa teve sua licença de voo caçada pelo Ministério da Aeronáutica, encerrando suas atividades logo em seguida.
O vôo de um Hirondelle, nos dias de hoje, sobre Macapá (AP). (ficção)

 *********************************************************
Bibliografias
 - SILVA, Carlos Ari Cesar Germano da; O rastro da bruxa: história da aviação comercial brasileira no século XX através dos seus acidentes; Porto Alegre - Editora EDIPUCRS, 2008, pp 267-268. 
 *********************************************************
Sites consultados
http://explow.com/C-46
http://www.jrlucariny.com/Site2008/c46come/c46come.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Voo_Paraense_903
http://www.voovirtual.com/t1654-velha-cia
http://www.aviacaobrasil.com.br/wp/empresas_aereas/nacionais_desativadas/Paraense_Transportes_Aereos_Brasil
http://www.catalineiros.com/main/show_article/103
http://www.usmilitariaforum.com/forums/index.php?showtopic=29253&st=0&p=217047&#entry217047
http://www.pc.gc.ca/culture/proj/dpc-pcd/page03_e.asp

 *********************************************************
(caso tenha havido algum uso indevido de ilustrações ou textos, favor desculpar-me e consultem-me: dnzfilho22@hotmil.com ou mesmo pelo blog )

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A caricatura minimalista de Stanley Chow (VETOR)


Fazendo uma busca de personalidades para fazer caricaturas, deparei com um carinha com muita habilidade com desenhos vetorias e traço contido. Stanley Chow, jovem artista plástico britânico especializado em caricaturas de minimistas de personalidades (músicos, atletas, celebridades) e personagens de filmes e séries de TV.

 

Vetores e formas geométricas são características marcantes na obra do ilustrador, que nunca exagera nas formas, nem nos traços, preferindo usar poucos traços e uma paleta de cores vivas, dando prioridade à plasticidade da simplificação. A modificação da noção de exagero ao colocá-lo apenas como um meio a ser usado ou não. O exagero não é a finalidade – pelo menos não na obra de Stanley Chow.

Entre as obras do artista se destacam as múltiplas faces do personagem James Bond no cinema e a clássica imagem de David Bowie da capa do álbum Aladdin Sane de 1973, revisitada pelo artista de uma maneira extremamente colorida. 
        

A cor, por sinal, é um componente marcante nas obras do artista inglês, na maioria das vezes bastante vivas. E mesmo quando escolhe tonalidades mais escuras – como na caricatura do grupo U2 – as diferentes tonalidades não deixam a caricatura fugir da assinatura de Chow.
“Perseguindo” na procura encontrei outros tantos, mas posso destacar mais dois – Jag Nagra e Ceó Pontual.
Jag Nagra
Ceó Pontual

Gostei de todos, mais do Stanley Chow. E já procurei montar um trabalho próximo ao que ele realiza. 

Não é cópia, plágio ou imitação, até porquê cada um sempre tem um traço diferente.  



Só um trabalhinho “em cima” de uma foto que tenho do ex-Governador  amapaense João Alberto Capiberibe.
Gostei! Gostaram ?

segunda-feira, 14 de maio de 2012

João Alberto Capiberibe (AP)



Todo amapaense sabe quem é a figurinha, aliás, o figuraço. Mas como este blog é "universal" trata-se do ex-governador e Senador João Alberto Capiberibe (AP). Marido da Senadora Janete Capiberibe e pai do atual Governador Camilo Capiberibe.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Nássara

Neste 11 de setembro, além do trágico ataque às torres gêmeas, também me veio o número [11], cabalístico.
Lembra-me [também] a polemica entre o dia do nascimento de Antonio (sem acento) Nássara, caricaturista-compositor carioca [depois adicionou Gabriel ao nome]. Enciclopedias dizem 11 de novembro de 1910 mais certo é que é 12 de novembro de 1909 que o próprio Nássara contrariou...
Seus desenhos mais parecem aqueles bonecos japoneses que nem a PUCA... Legendário compositor de dezenas de sucessos do carnaval do Rio antigo [compôs 232 músicas, especialmente sambas e marchas]. Há décadas quase surdo. Como desenhista fez charges, caricaturas e cartuns. Dizia que se preferia ser caricaturista e ex-programador visual de vários jornais cariocas – a músico. Mas raramente falava do seu trabalho gráfico preferindo os encontros no mundo musical.

Nássara, com pseudônimo de Luiz Antonio (1932), também escreveu o primeiro jingle feito no Brasil, num programa radiofônico chamado “Casé” de Ademar Casé, pernambucano, que viera ao Rio vencer na vida, o programa foi seu salto à frente e para cima, com suas próprias economias alugou um horário de domingo à noite, por 19 anos e depois associou-se a Assis Chateaubriand na criação da primeira emissora de televisão do Brasil. Sem dúvida, um homem pioneiro em tudo que fazia esse tal Ademar.
- -
Pai do arquiteto Paulo Casé, do diretor Geraldo Casé, do publicitário Maurício Casé e avô da atriz e apresentadora Regina Casé. Nássara escreveu um jingle para um português, Albino, dono de uma padaria muito famosa na época chamada Bragança, para servir como um dos patrocinadores do programa. O programa quase acabou não fosse o surgimento de dois patrocinadores de peso, Uma loja de eletrodomésticos da Av. Rio Branco, a R. F. Moreira; outro dos Laboratórios Queiroz de São Paulo. Aos dois a cultura brasileira agradece a continuidade do Programa Casé. Para o segundo patrocinador, fabricante do Mano Purgativo, Nássara também faria outro gingle de humor irreverente, uma sátira aos costumes.
A crônica da noiva enfezada merece estar entre as obras de Nássara. No quarto volume de sua História da caricatura no Brasil, Herman Lima dedica a Nássara 13 páginas do 13o capitulo: os modernos. Era, na verdade, funcionário como diagramador. Seus originais, tantas vezes retocados com guache branco, são em preto e branco, a nanquim (traçado a tira-linhas de desenho técnico). O atestado disso é todo o seu trabalho, fino desenhos com linhas grossíssimas e economia de elementos, - exigência para a publicação reduzida nas colunas de jornais (cerca 4 cm).
Morreu numa quarta-feira 11 de dezembro de 1996 aos 87 anos, dia do aniversário do amigo-parceiro Noel Rosa.
Com Iracema (sua esposa), por volta de 1950.

Ótima coletânea organizada por Loredano em 1986 (já difícil de encontrar) para entender o impacto da obra daquele que Millôr Fernandes definiu como “o Mondrian do portrait-charge”. Com vários desenhos de Nássara.

O pesquisador Carlos Didier é o mais recente a se debruçar sobre a vida e a carreira do artista, em “Nássara Passado a Limpo” (José Olympio Editora, 252 págs., R$ 35,00). Seu livro acrescenta informações e histórias a outros dois títulos, hoje só encontrados em sebos – “Nássara – O perfeito fazedor de artes”, de Isabel Lustosa, e “Nássara, desenhista”, de Cássio Loredano.

Diniz Botelho (dinizbotelho.blogspot.com)

---

sábado, 6 de agosto de 2011

Planta Urbana da Cidade de Macapá


Entrando na semana que antecede o dia dos pais (140811) dedicarei a Ele, o meu [Profr. Diniz Botelho], levando algo do muito que fez e pouco conhecido por muitos. Hoje (060811) mostro uma ´planta´ da cidade de Macapá nos anos 80, feita, por Ele, em folha de papel quadriculado (5mm). É tipo croqui. Nada de mais senão pela simplicidade dos traços e no empenho de esquematizar o traçado da cidade.
Este desenho, pelo que se vê, tem 31 anos. Tentarei usá-lo, mais tarde, para outros afins.
Não deixa de ser um documento e bacana recordar. Sorte minha ou nossa de que o tenha preservado até hoje.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Desenho Indígena (devaneios pictóricos)


Em Macapá, lá pelos anos 78/79, houve um semana de arte que denominamos "SARPLACA", Semana de Artes Plásticas do Colégio Amapaense [fala profr Fernando Medeiros]. Apresentei um desenho a nanquim em papel-serigráfico com o nome de "A Morte de um Guerreiro".
Era um trabalho que, à época, desenvolvia com temas indígenas tipos "marajoaras" e afins. O que vemos aquí não é o "Guerreiro" [nas minhas muitas mudanças, o perdí para as traças], é outro desenho [sem nome] no mesmo tipo. Eram meus devaneios pictóricos inclusive criei uma "escrita" própria [aquilo acima à esquerda]. A minha "assinatura" artística ainda era outra (feinha).Tempos infindáveis!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Doca do Igarapé da Fortaleza - Macapá, AP

Mais um dos meus desenhos inacabados, mas nem por isso inapreciaveis.

Rascunho em acetato e Bico-de-pena, Rio de Janeiro, 1983

O canal do Igarapé da Fortaleza com seus barcos, o comércio ribeirinho e ao fundo a majestosa Fortaleza São José de Macapá. Hoje esta área do igarapé não existe mais, foi aterrada lá pelos anos 60~70. Quem é da época lembra do "boca-de-ferro" do comércio de roupas do seu Inácio, que tocava belas músicas e pontualmente às seis-horas tocava a Ave-Maria de Gounod.

Alguém que estiver lendo este pequeno comentário deixe também o seu.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Meu Pré-Natal... de 82



Quando morei na "Maravilhosa" (81-85), onde estudava e tinha mais tempo para criar e colocar em prática, mandei cartões para alguns amigos, e esse foi um deles. Degustem... (click na figura para visualizar uma breve animação)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Para a Alcinéa - Saudades do Amapá - 1982

A amiga blogueira amapaense Alcinéa Cavalcante (http://www.alcinea.com/) talvez não lembre mais deste desenho. Faz tempo, mas o guardei e faço lembrar. Só não sei por quê ela escreveu SAUDADE No. 1 (?). "Taí" Alci, recordar é (e) (re)viver. Abraços.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

2010 - O Ano do Escotismo no Brasil

(Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, Londres, 22 de Fevereiro de 1857 — Nairobi, Quênia, 8 de Janeiro de 1941)23 de abril, é celebrado o Dia Mundial do Escoteiro, movimento fundado pelo britânico Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907. O padroeiro do escotismo escolheu o Dia de São Jorge, conhecido como o santo guerreiro, para festejar a cultura que visa desenvolver as habilidades, o altruísmo e a disciplina dos jovens.No Brasil, a data ainda recebe dupla comemoração. Em 2010, faz cem anos que os princípios do escotismo chegaram ao país, através dos oficiais da Marinha Brasileira, que trouxeram de uma viagem uniformes de escoteiros ingleses e propagaram a cultura por aqui.

Robert Stephnson Smith Baden Powell, nasceu em Londres, a 22 de Fevereiro de 1857 e foi o quinto dos sete filhos do casal Baden Powell. Seu pai, Reverendo H.G. Baden Powell era pastor da igreja anglicana, sua mãe, Henriqueta Smith era filha do Almirante Wiliam Smith. O pequeno BP conhecido entre os familiares e amigos por Ste, era uma criança magra, nervosa, rosto miúdo, inteligente e esperto.

Logo na escola primária BP escreve a seguinte frase “Quando for grande farei com que os pobres sejam tão ricos como nós, eles devem, como nós, ter o direito à felicidade”. Mais tarde Ste ingressa na escola de Chaterhouse (1870), em Londres. BP era um aluno médio, mas com grande propensão para o desenho, teatro, desporto (futebol) e ciências naturais. Ste, adorava passar horas a fio na pequena mata de Chaterhouse a observar e conviver com os animais e com as plantas. O director do colégio afirmava “este rapaz vale mais do que o seu trabalho de classe faz supor”. Terminado o colégio BP tinha que escolher uma carreira. Com 19 anos sonhava com novas aventuras e viagens, quis por isso ser missionário; sua mãe foi claramente contra e conseguiu convence-lo a não o fazer. Robert escolhe então a carreira militar.


No Amapá, em um passeio fluvial – no rio Amapari (Serra do Navio), na “corredeira” encoberta pela cheia do rio, denominada Rimape, onde no início dos anos 60, de triste memória para o povo amapaense um grupo de escotismo “lobinhos”, ao romper a passarela sobre o rio, uns seis morrem afogados, causando grande comoção na pacata cidade de Macapá àquela época. Dentre os “lobinhos” mortos nesse episódio, lembramos os nomes de Antônio Sérgio qual leva o nome da escola da APAE em Macapá (filho da Profª Altair Ribeiro e seu esposo Coronel Luís Ribeiro) que desenvolveram atividades administrativas no antigo ex-território Federal do Amapá e de Adilson José Pinto Pereira, filho de uma tradicional família amapaense (Otaciano Bento Pereira e Irene Pereira). Um logradouro público (avenida) no bairro São Lazaro homenageia esse “lobinho”. Chefiava esse grupo o Senhor Expedito da Cunha Ferro, o 91, como era conhecido nos meios futebolísticos do Amapá. Era juiz de futebol, além de professor de Educação Física.

- Existem 4 Grupos Escoteiros em MACAPÁ:

GRUPO ESCOTEIRO VEIGA CABRAL - 1/APR ELIEZER LEVY, 940 - LAGUINHO
CEP 68900-140 - MACAPÁ (12/09/1945)

GRUPO ESCOTEIRO do Mar MARCILIO DIAS - 2/APR ELEZER LEVY, 2657 - TREM
CEP 68900-140 - MACAPÁ


GRUPO ESCOTEIRO AMAPÁ - 8/APRUA NOVE, 698 - MARABAIXO III
CEP 68906-519 - MACAPÁ


GRUPO ESCOTEIRO HUMBERTO SANTOS - 12/APAV JOSE LOUREIRO DE SENA, 2015 - NOVO HORIZONTE
CEP 68909-380 - MACAPÁ


Desenho: Diniz Botelho, bico de pena, 05/1980

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ao MESTRE, com carinho... JBosco


Tenho como seguidor deste blog o mestre das charges e caricaturas, o paraense JBosco (O Liberal).

É honroso para qualquer um tê-lo como apreciador do nosso trabalho tanto quanto temos do dele.

Aproveitando, fiz uma ´breve´ caricatura deste grande desenhista.